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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

HOSPITAL DE CARIDADE DE BOA VISTA DO BURICÁ COMPLETA 50 ANOS

 Hospital irá comemorar 50 anos de atendimento no dia 01 de janeiro de 2012

Em comemoração ao aniversário, convidamos a toda comunidade para participar da Celebração Ecumênica em ação de graças pelos 50 Anos do Hospital, a ser realizada no hoje, dia 28 de dezembro às 19h 30 min na Igreja Matriz São José.


A sede municipal de Boa Vista do Buricá, nas primeiras décadas de sua colonização, ainda não dispunha de recursos para suprir as necessidades básicas de sua população, ou seja, de serviços médicos e hospitalares. Nas horas de enfermidades, o paciente era conduzido, por péssimas rodovias, até o distrito de Ivagaci e mais frequentemente, à vizinha cidade de Três de Maio.
               
Por iniciativa do sempre bondoso Pe. Francisco Schlosser, que constituiu comissões, moveu o povo e buscou recursos para implementar a obra, surgiu imponente, já nos primeiros anos da década de 1960, aos olhos da comunidade, o enorme prédio em que funcionaria o Hospital. Este fato, para muitos, era absurdo e outros simplesmente desacreditavam de seu funcionamento.

Em 30 de Julho de 1964, o Hospital de caridade Boa Vista foi aberto aos boa-vistenses e cidadãos de regiões circunvizinhas. Com apenas 11 leitos, incluindo a maternidade, iniciou então, suas atividades, sob a administração das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição de Bonlanden e os trabalhos clínicos confiados ao exímio Dr. Mário Casarin.

Em 1966, já dispondo de 22 leitos, foi concluída e equipada moderna maternidade, com 6 quartos e 2 apartamentos.

Em 1967, o Dr. Mário Casarin viajou à Alemanha para fazer curso de especialização. Em seu lugar, o Dr. Omilton Bonotto assumiu o Hospital pelo período de um ano. Durante o ano de 1968 até 24 de Julho de 1969, cinco outros médicos aqui estiveram tentando uma eventual permanência. A partir de então o Dr. João Aydes de Almeida assumiu definitivamente os trabalhos clínicos do Hospital.

Nos anos de 1969/70 foi concluída a construção do Hospital, com um espaço físico de 1.400 m2, correspondendo a um prédio de dois pisos. Estavam disponíveis 26 quartos e um apartamento; maternidade; sala de Raio-x – com moderno aparelho – doado pela MISEREOR, com sede em Aachen, Alemanha, entidade cujos objetivos consistiam em dar assistência à doença e à miséria. A doação deveu-se ao fato de a Congregação das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição ser conhecida junto ao órgão beneficente mencionado, e ter mantido constantemente contato com o mesmo, através do Dr. Heinrich Lenz. Disponibilizou-se também uma sala de Cirurgia, equipada confortavelmente com todas as instalações necessárias: sala de recuperação – com oxigênio e acessórios de emergência – e sala de indigentes.

A parte clínica geral e a ginecologia foram confiadas aos trabalhos do Dr. João Aydes de Almeida. Já, o Dr. José Ivo Scherer atendeu a parte de pediatria. Junto ao Hospital funcionava um laboratório de Análises Bioquímicas, atendido pelos Drs. Jorge e Sara Diesel.

A eficiência do corpo clínico e a presteza dos funcionários têm destacado o Hospital em toda a região, visto que, os pacientes atendidos provinham dos municípios de Boa Vista do Buricá, Humaitá, São Martinho e outros.

O quadro de funcionários era assim constituído: Administradora: Irmâ Theofil; auxiliar de farmácia: Irmã Beda; 7 enfermeiras; 2 secretárias; 3 copeiras; 3 cozinheiras e 2 lavadeiras.

O Hospital pertencia à Sociedade Hospitalar Boa Vista do Buricá. O prefeito municipal da época era o senhor Erno João Christ. Os anos seguintes reservavam a previsão de uma ampliação do prédio, sendo já encaminhados os pedidos de recursos para sua execução.

Fica aqui assinalada a nossa palavra de admiração a todos os batalhadores pela pujança do Hospital: ao Pe. Francisco Schlosser, aos médicos, presidentes e membros de diretorias, e ao incansável povo de Boa Vista do Buricá. O nosso reconhecimento e cordial agradecimento.

Hoje, o hospital, constitui uma associação, graças aos artigos 53 e 54 da Lei 10.406 do novo Código Civil, que entrou em vigor no dia 11 de janeiro de 2003.

Atualmente o hospital atende a uma população aproximada de 11.000 habitantes. Considerado hospital de boa resolutividade – com ­­­­­­­39 leitos ativos – conta no seu quadro de pessoal com 7 médicos, 1 médico radiologista, 1 laboratório, 1 nutricionista, 1 fonoaudiólogo, 1 farmacêutica e um total de 46 colaboradores, assim distribuídos: 2 Enfermeiros, técnicos de enfermagem, administrativo, condutores do SAMU, equipe de nutrição, higienização e auxiliares de manutenção.

A 50 anos de sua fundação, pode-se dizer que todos esses anos foram de muita luta. Organizar, equipar e qualificar os serviços, para melhor atender à comunidade local e cidades vizinhas têm sido metas constantes. Com a qualidade de seus serviços, hoje o hospital é considerado um modelo para a região.

Ciente de sua responsabilidade social junto à comunidade, a Associação Hospitalar Boa Vista promove saúde e qualidade de vida por meio da medicina. Baseada em competência ao que é indispensável à assistência integral, marca registrada do seu trabalho, almeja oferecer serviços de boa resolutividade. Com uma equipe de profissionais em constante qualificação, alia tecnologia e humanismo no atendimento das necessidades de sua comunidade. Mais de 60% de seus atendimentos são feitos através do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo a gratuidade e a universalidade dos atendimentos.
               
O hospital e o gestor municipal trabalhando juntos, numa verdadeira parceria, podem realizar uma ação mais eficaz no atendimento da saúde da população. O governo tem o dever de repassar recursos justos pela prestação dos serviços, deve apoiar e valorizar o trabalho realizado pelos hospitais filantrópicos. É necessário um forte comprometimento entre as partes, cada um desempenhando as suas obrigações. A soma disso culminará em qualidade de vida para todos.

As grandes conquistas só foram conseguidas com os pequenos esforços de todos. Jamais se registraram ganhos significativos quando apenas poucas pessoas empreendiam grandes esforços. Pode-se dizer que a nossa instituição começou assim: com os pequenos esforços de todos e o engajamento da comunidade numa luta constante.

Hoje, no mundo inteiro, é opinião geral e ninguém concorda que o atendimento à saúde deva ser apenas um privilégio dos mais favorecidos. A doença e o sofrimento são inimigos tenazes e perigosos que devem ser levados a sério na hora da distribuição de recursos públicos, frutos do trabalho de cada cidadão. O acesso ao atendimento à saúde, como bem reza a nossa constituição, é um direito da cidadania. Para que funcione bem, faz-se necessário a construção de um sistema de saúde confiável e de qualidade, com acesso universal, já que todos são contribuintes e, portanto, sujeitos de direitos iguais.


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