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segunda-feira, 5 de março de 2012

Destaques da edição nº.99 do Momento Leite



- Oceania está com produção maior e preços com tendência de baixa
- Clima favorável melhora a produção de leite na Europa
- Uruguai responde às suspeitas de triangulação levantadas pelo Brasil

Oceania está com produção maior e preços com tendência de baixa - A produção de leite, tanto na Austrália como Nova Zelândia, continuam acima dos níveis do ano passado, e as fábricas estão trabalhando intensamente para processar o volume recebido. Na Nova Zelândia a produção continua sazonalmente em altos níveis, e distante das projeções. As condições de tempo, tanto em termos de temperatura como umidade, continuam favoráveis ao crescimento da produção de leite. Na Austrália ocorre o mesmo. E mesmo a previsão revista para aumento da captação, entre 2 e 4%, em relação a 2011, pode ser ultrapassada. Em janeiro, o volume de leite foi 5,6% acima da produção do mesmo mês do ano anterior. Com isso, no acumulado da estação, a taxa de crescimento está por volta de 3,8%. Os preços na região estão com tendência de baixa. (Terra Viva)

Clima favorável melhora a produção de leite na Europa - Na Europa as condições meteorológicas melhoraram, e a produção de leite vem retornando aos níveis de antes das ondas de frio. Os volumes captados na Holanda, Alemanha, Áustria, Dinamarca e muitos outros países são superiores aos do ano passado. Como março é o último mês para a aferição das cotas, é possível que sanções sejam avaliadas. Os exportadores de produtos lácteos estão perdendo faturamento, com as recentes valorizações do Euro. Além de limitadas, as exportações da manteiga estão com preços baixos. Com a abertura das compras para os estoques de intervenção, em 1º de março, é possível que o estoque excedente seja deslocado para o programa. O soro de leite em pó também está com procura fraca, e os preços em queda. No Leste Europeu a produção vem se recuperando do rigoroso inverno, mas, os comerciantes também estão sentido a fraca procura do mercado internacional. Os preços de exportações estão sendo ajustados às condições dos compradores. (Terra Viva)

Uruguai responde às suspeitas de triangulação levantadas pelo Brasil - O presidente do Instituto Nacional de Leite (Inale) do Uruguai, Manuel Marrero, disse que "é muito fácil demonstrar o quanto o Uruguai produz e a quantidade de leite que exporta" em resposta às denúncias de suspeitas de triangulação na exportação de leite em pó uruguaio ao Brasil por parte dos produtores brasileiros. Marrero disse que essas afirmações por parte das organizações de produtores do Brasil são "recorrentes", já que acontece "todos os anos". Marrero reconheceu que houve um aumento importante das exportações de leite em pó ao Brasil. Hoje, esse é o principal mercado para o Uruguai, absorvendo 33% do leite em pó exportado em 2011. O Uruguai produz um volume muito alto que permite exportar mais de 65% e o consumo interno é menos de um terço do que se produz. Por isso, não tem sentido falar de triangulação quando a maior parte do leite produzido no Uruguai está sendo exportado.
“Os negócios entre o Uruguai e o Brasil não tem um teto, por isso, esse sistema é considerado melhor comparado ao da Argentina-Brasil, já que não tem um limite. Esse acordo foi negociado há três anos e foi bem sucedido para o Uruguai. Esse é o sistema que teria que ter normalmente no Mercosul, sem determinação de cotas nem embargos". (Milkpoint)

O "Momento Leite" prima pelo respeito e cita todas as fontes das notícias e informações.

Por José V. Mallmann - Supervisor de Política Leiteira Vonpar Alimentos SA.

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