- Oceania está com produção maior e preços com tendência de baixa
- Clima favorável melhora a produção de leite na Europa
- Uruguai responde às suspeitas de triangulação levantadas pelo
Brasil
Oceania está com produção maior e preços com tendência de baixa - A produção de leite, tanto na
Austrália como Nova Zelândia, continuam acima dos níveis do ano passado, e as
fábricas estão trabalhando intensamente para processar o volume recebido. Na
Nova Zelândia a produção continua sazonalmente em altos níveis, e distante das
projeções. As condições de tempo, tanto em termos de temperatura como umidade,
continuam favoráveis ao crescimento da produção de leite. Na Austrália ocorre o
mesmo. E mesmo a previsão revista para aumento da captação, entre 2 e 4%, em
relação a 2011, pode ser ultrapassada. Em janeiro, o volume de leite foi 5,6%
acima da produção do mesmo mês do ano anterior. Com isso, no acumulado da
estação, a taxa de crescimento está por volta de 3,8%. Os preços na região
estão com tendência de baixa. (Terra Viva)
Clima favorável melhora a produção de leite na Europa - Na Europa as condições
meteorológicas melhoraram, e a produção de leite vem retornando aos níveis de
antes das ondas de frio. Os volumes captados na Holanda, Alemanha, Áustria,
Dinamarca e muitos outros países são superiores aos do ano passado. Como março
é o último mês para a aferição das cotas, é possível que sanções sejam
avaliadas. Os exportadores de produtos lácteos estão perdendo faturamento, com as
recentes valorizações do Euro. Além de limitadas, as exportações da manteiga
estão com preços baixos. Com a abertura das compras para os estoques de
intervenção, em 1º de março, é possível que o estoque excedente seja deslocado
para o programa. O soro de leite em pó também está com procura fraca, e os
preços em queda. No Leste Europeu a produção vem se recuperando do rigoroso
inverno, mas, os comerciantes também estão sentido a fraca procura do mercado
internacional. Os preços de exportações estão sendo ajustados às condições dos
compradores. (Terra Viva)
Uruguai responde às suspeitas de triangulação levantadas pelo
Brasil - O presidente
do Instituto Nacional de Leite (Inale) do Uruguai, Manuel Marrero, disse que
"é muito fácil demonstrar o quanto o Uruguai produz e a quantidade de
leite que exporta" em resposta às denúncias de suspeitas de triangulação
na exportação de leite em pó uruguaio ao Brasil por parte dos produtores
brasileiros. Marrero disse que essas afirmações por parte das organizações de
produtores do Brasil são "recorrentes", já que acontece "todos
os anos". Marrero reconheceu que houve um aumento importante das
exportações de leite em pó ao Brasil. Hoje, esse é o principal mercado para o
Uruguai, absorvendo 33% do leite em pó exportado em 2011. O Uruguai produz um
volume muito alto que permite exportar mais de 65% e o consumo interno é menos
de um terço do que se produz. Por isso, não tem sentido falar de triangulação
quando a maior parte do leite produzido no Uruguai está sendo exportado.
“Os negócios entre o Uruguai e o
Brasil não tem um teto, por isso, esse sistema é considerado melhor comparado
ao da Argentina-Brasil, já que não tem um limite. Esse acordo foi negociado há três
anos e foi bem sucedido para o Uruguai. Esse é o sistema que teria que ter
normalmente no Mercosul, sem determinação de cotas nem embargos".
(Milkpoint)
O "Momento Leite" prima pelo
respeito e cita todas as fontes das notícias e informações.
Por José V. Mallmann - Supervisor
de Política Leiteira Vonpar Alimentos SA.
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