- Importações de leite em pó aumentam 22% e cresce a participação
do Chile
- Uruguai: estimam crescimento leiteiro de 7 a 10% em 2012
Importações de leite em pó aumentam 22% e cresce a participação do
Chile - A balança
comercial de lácteos em março apresentou um déficit de 15.500 toneladas, 42%
mais alto quando comparado com o mês passado. Considerando o dado em valor, o
déficit foi de 46 milhões de dólares.
Em relação ao mesmo período do ano
anterior, as importações de produtos lácteos foram 111% superiores, com 10 mil
toneladas importadas a mais do que em março de 2011. Quando analisamos o valor
em equivalente-leite (a quantidade de leite utilizada para produzir um quilo de
determinado produto), foram importados 107,3 milhões de litros de leite em
março, 11% a mais do que mês passado e 71,1% a mais que a quantidade
internalizada em março de 2011, que na época totalizou 62,72 milhões de litros.
O valor total de produtos lácteos
internalizados foi de 19.003 toneladas, o que representou o montante de 55,79
milhões de dólares. O produto de maior impacto nas importações é o leite em pó
(incluindo o integral e desnatado), com 8.961 toneladas, 22% a mais do que em
fevereiro.
Abrindo os dados de importação do
leite em pó, é possível observar que o Chile aumentou sua participação como
exportador desse produto para o Brasil, passando de 7% em fevereiro para 27%
neste mês, colocando 2.438 toneladas do produto. Em compensação, o Uruguai
reduziu sua participação em 28% e foi responsável 2.637 toneladas importadas. A
Argentina mantém sua participação de 43% nas importações de leite em pó,
enviando 3.886 toneladas e ultrapassando o valor acordado com o Brasil. É
interessante lembrar que o Brasil tem um acordo de cota de importação de leite
em pó apenas coma Argentina, o que abre espaço para que outros países, como o
Uruguai e Chile, coloquem seus produtos em terras brasileiras. (Milkpoint)
Uruguai: estimam crescimento leiteiro de 7 a 10% em 2012 - O setor leiteiro do Uruguai se
mantém em um processo de forte crescimento após a evolução que chegou a níveis
inesperados no ano passado e prevê que, nesse ano, fique em um valor entre 7% e
10%, abaixo da taxa de 20% de 2011, mas com a diferença de que se concretiza
sobre um volume muito maior.
Nesse marco, a relação de preços entre
o leite e os insumos utilizados pelo produtor se mantém estável e, portanto,
segue sendo favorável, destacou o assessor da Associação Nacional de Produtores
de Leite (ANPL), Daniel Zorrilla.
"Há variações nos preços dos
insumos de forma que a média que a ANPL acompanha se mantém bastante estável,
assim como os preços do leite", disse ele.
Também o clima segue favorável e o
volume de reservas de grãos úmidos garantirá a estabilidade do sistema
produtivo para os próximos meses. Consequentemente, o produtor estará muito bem
preparado para os próximos meses de inverno do ponto de vista da conservação de
forragens, o que acompanha a conjuntura favorável dos preços que os produtores
de leite recebem, disse Zorrilla.
"A não ser que tenhamos alguma
surpresa do lado dos preços internacionais de produtos lácteos, que alguns
indicadores estão mostrando de tendência à baixa, o setor leiteiro se mantém em
condições para seguir crescendo a um ritmo muito bom, ainda que menor que em
2011, sendo possível que supere os 10%, ou seja, acima das taxas históricas que
o setor tem que estavam entre 3% e 5%. (Milkpoint)
Um grande abraço, ótimo final de semana, muita saúde, paz e fique
com Deus.
O "Momento Leite" prima pelo respeito e cita todas as
fontes das notícias e informações.
José V. Mallmann - Supervisor de Política Leiteira Vonpar Alimentos SA.
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