- Leite
recua nos preços apesar da entressafra
- Modelo
econômico argentino está asfixiando o setor leiteiro
- Importações
de leite em pó do Uruguai preocupam setor lácteo
Leite recua nos preços apesar da entressafra - Segundo o relatório mensal do Cepea
(Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a expectativa
é de baixa no preço do leite, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste do País.
Mesmo em plena entressafra, as empresas alegam redução nas margens de lucro,
devido ao aumento do preço da matéria-prima nos últimos meses e a relativa
estabilidade dos valores dos derivados no segmento atacadista.
Desde o início do ano o preço pago no
campo teve um aumento de 12% e o preço do leite UHT, manteve-se estável. Outro
fator seria o preços relativos dos lácteos nacionais frente aos importados, o
que tem prejudicado a venda dos produtos pelos laticínios brasileiros.
Por outro lado os custos de produção
tem apertado a margem do produtor de leite. O relatório apresenta que em abril,
o custo operacional efetivo (COE) ficou 7% acima do observado no mesmo período
do ano passado e 20% superior ao de abril/10 (sem considerar a inflação do
período). A mão de obra e valor gasto com concentrados foram os principais
responsáveis por esse aumento nos custos. (Fonte: Cepea-Esalq/USP.)
Modelo econômico argentino está asfixiando o setor leiteiro - Aumento de custos, inflação, preço
ao produtor paralisado e crescentes distorções pela intervenção são alguns dos
pontos que os especialistas que participaram da "Jornada de Atualização no
Setor Leiteiro" ressaltaram para explicar a má situação pela qual estão
passando as fazendas leiteiras argentinas.
"O modelo econômico atual, que
promove controles de preço da matéria-prima que não são reproduzidos nas
gôndolas; inflação alta e aumentos dos custos sem relação com os preços ao
produtor estão asfixiando o setor leiteiro. Necessitamos urgentemente que o
Governo nos escute e comecemos a fazer juntos, Estado e produtores, um modelo
de desenvolvimento que nos ajude a crescer e a fazer com que todos ganhem. Não
é impossível, é só uma questão de vontade", explicou o deputado nacional
radical e produtor de leite, Jorge Chemes, organizador da jornada.
Após escutar os relatos de técnicos e
produtores presentes, Chemes se ofereceu para mediar ante ao presidente da
Comissão de Agricultura, Luis Basterra, para buscar uma solução aos produtores
de leite. (Fonte: Infocampo, adaptado pela Equipe MilkPoint).
Importações de leite em pó do Uruguai
preocupam setor lácteo - Em
2008, a média de importação do leite em pó uruguaio era de 375 toneladas
mensais. Nos primeiros quatro meses deste ano, o Brasil importou um volume
médio de 3,8 mil toneladas por mês do país vizinho. Essa quantidade, acrescida
das importações chilenas e argentinas do mesmo produto, chega a um volume médio
de 8,5 mil toneladas por mês. O impacto dessas importações para a cadeia
produtiva no Brasil já reflete na redução do índice de captação de leite nos
últimos 17 meses. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia
Aplicada (CEPEA), de janeiro a março deste ano, o índice de captação não
cresceu pela primeira vez desde a sua criação. No mês de março, o índice
registrou queda de 4% em relação a fevereiro. De 2008 para cá, a média de
importação do produto uruguaio cresceu mais de 900%. (Fonte: Canal do Produtor
/ Milknet)
O "Momento Leite" prima pelo
respeito e cita todas as fontes das notícias e informações.
José V. Mallmann - Supervisor de Política Leiteira Vonpar Alimentos SA.
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