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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Destaques da edição nº.138 do Momento Leite


- Importação faz preço do leite cair para o consumidor e preocupa o produtor
- Importações pressionam laticínios e compromete a produção brasileira

Importação faz preço do leite cair para o consumidor - A crescente importação de leite derruba o preço do produto no varejo. Nesta época do ano, o litro em caixinha deveria custar em média 20% acima do valor praticado nos primeiros três meses, mas a realidade é que os valores chegam a ser até 20% inferiores aos praticados no primeiro trimestre do ano.
Geralmente entre maio a até setembro ocorre a chamada entressafra, com estiagem, baixa produção do alimento e preços em alta. A queda atual dos valores reflete o aumento da importação de leite em pó.
"Como a maioria das processadoras opera o produto também em pó, a concorrência externa pressiona [para baixo] os preços dos produtos", diz a pesquisadora Aline Barrozo Ferro, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.
Segundo levantamento da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), apenas do Uruguai o Brasil tem importado uma média de 3,8 mil toneladas mensais de leite em pó nos primeiros quatro meses do ano.
O volume é dez vezes maior que o volume mensal comprado do mesmo país em 2008. A situação preocupa os produtores brasileiros, mas favorece o consumidor. Fonte: Jornal da Cidade adaptado pela Equipe Milknet

Importações pressionam laticínios - O cenário negativo ganha contornos ainda mais desafiadores diante do aumento dos estoques de queijo e leite longa vida (UHT) no atacado, que limita o espaço da indústria para repassar a alta dos custos de produção. Nesse contexto, há cada vez menos estímulo para que o pecuarista se mantenha na atividade.
"É possível que o Brasil volte a ser dependente de importação. Ainda está bem equilibrado - importamos de 3% a 4% do nosso consumo -, mas o grande risco é esse", preocupa-se o presidente da Associação Brasileira de Leite Longa Vida (ABLV), Laércio Barbosa.
Entre janeiro e abril deste ano, as importações de leite em pó saltaram 56,8%, para 9,838 mil toneladas, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior. Já as importações de queijos avançaram 21,6% no período, para 11,557 mil toneladas. "É o maior volume desde 2000, época em que o Brasil era um importador de lácteos", afirma Aline Ferro, pesquisadora do Cepea/Esalq.
"A importação estabeleceu um teto e, com o custo da matéria-prima em alta, a rentabilidade do setor está bastante comprometida", diz Barbosa. Em 2009, a indústria recebia, em média, R$ 12,00 pelo quilo de queijo durante a entressafra. "Agora, o queijo importado no varejo sai em torno de R$ 8,00". Em 2012, os custos ao produtor de leite aumentaram cerca de 5%.
Com a concorrência dos importados, diz Barbosa, uma das estratégias dos laticínios tem sido reduzir a produção de queijo e leite em pó, migrando para o UHT. "Acredito que as fábricas de leite em pó trabalhem hoje com mais de 50% de ociosidade", estima Barbosa.
Mas esse movimento só acaba por irradiar a crise do segmento também para o UHT. Entre janeiro e abril, enquanto o preço médio pago pelo leite aos produtores ficou 12% acima do observado no mesmo intervalo do ano passado, o UHT permaneceu estável, conforme o Cepea. (Fonte: Valor Econômico)

 O "Momento Leite" prima pelo respeito e cita todas as fontes das notícias e informações.

José V. MallmannSupervisor de Política Leiteira
Vonpar Alimentos SA.

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