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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Destaques da edição nº.144 do Momento Leite


- Importação de leite em pó e derivados prejudica o produtor brasileiro
- Informalidade do leite cai para 30% de acordo com a Associação Leite Brasil
- Cresceu 3,9% volume adquirido de leite cru em 2011

Importação de leite em pó e derivados prejudica o produtor brasileiro - O Brasil importou 7,1 mil toneladas de leite em pó (integral e desnatado) em maio deste ano. Menos 7,8% em relação ao mesmo mês de 2011. No entanto, no acumulado de janeiro a maio somou 41 mil toneladas, ou US$ 160, 4 milhões, contra as 39 mil toneladas (US$ 145, 5 milhões) de igual intervalo do ano passado. A maior parte do leite em pó importado pelo Brasil é proveniente do Uruguai. Conforme dados do MDIC, nos primeiros cinco meses do ano, o volume das importações desde o país vizinho cresceu 31,6%. O leite em pó adquirido do Uruguai tornou-se uma dor de cabeça para o segmento no Brasil.
"O comércio é desleal e não pode trazer nenhum benefício aos pecuaristas brasileiros", diz Jorge Rubez, presidente da Leite Brasil. Segundo ele, o produtor enfrenta problemas internos suficientes como custos de produção superiores ao aumento de 17% obtido na remuneração no ano passado. Entre 2010 e 2011, as exportações uruguaias de lácteos para o Brasil passaram de US$ 90,8 milhões para US$ 187,6 milhões. O produto entra livremente, enquanto as exportações argentinas ao país estão sujeitas ao regime de cotas: 3,6 mil toneladas mensais. "Negociar com os uruguaios é quase uma missão impossível", confessa Jorge Rubez. O presidente da associação relembra que o setor formou uma comissão há três meses para reivindicar medidas do governo contra a crescente importação de leite em pó e derivados de leite vindos especialmente do Uruguai. "Não somos contra o comércio. Só é preciso limites", afirma Rubez. (Valor Econômico)

Informalidade do leite cai para 30% de acordo com a Associação Leite Brasil - De acordo com a Associação Leite Brasil, o mercado do leite no País vem diminuindo sua informalidade fortemente, conforme o levantamento referente ao período de 2007 a 2011, através de um estudo realizado com base no volume de leite entregue para os laticínios nos últimos cinco anos nos países: Estados Unidos, Índia, Rússia, China, Alemanha, França e Nova Zelândia.
Conforme a entidade divulgou, o ritmo de avanço da industrialização no país foi de 5,5% ao ano, superando Estados Unidos (1,5%), Índia (5,1%), Rússia (1,3%), China (0,9%), Alemanha (1,8%), França (1,6%) e Nova Zelândia (3,4%).
Com isso o esboço prova que a Índia é o país que mais se aproximou do Brasil, com crescimento médio anual de 5,1%. Mas os indianos só industrializam 12% do total da produção de leite, enquanto no Brasil esse índice é de quase 70%.
De acordo com os dados apresentados, o crescimento mostra que o país está no caminho certo para reduzir a informalidade, que hoje representa 30% do total da produção. Em 2000, o leite informal no Brasil respondia por 39%. Fonte: Capital News / Milknet

Cresceu 3,9% volume adquirido de leite cru em 2011 - A aquisição de leite cru chegou a 21,8 bilhões de litros em 2011, 3,9% maior do que a registrada em 2010, segundo a Pesquisa do Abate de Animais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Houve crescimento na aquisição de leite em todos os meses do ano, com exceção de julho, quando caiu 0,3%. Do total de leite adquirido em 2011, 93,0% foi captada por estabelecimentos inspecionados com inscrição federal, informou o IBGE.

O "Momento Leite" prima pelo respeito e cita todas as fontes das notícias e informações.

José Valdenir Mallmann

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