- Importações de lácteos afetam o produtor e
indústria brasileira
- Mercado mundial de lácteos aponta preços em
2012/13 menores que em 2011/12
- Pecuaristas querem margem de lucro mais vantajosa no Rio Grande
do Sul
Importações de lácteos afetam o produtor e indústria brasileira – O aumento das importações de produtos
lácteos, principalmente as provenientes da Argentina e do Uruguai, vem afetando
a produção de leite no Brasil.
O volume de produtos lácteos que chega
ao mercado brasileiro, a preços mais competitivos que os fabricados no Brasil,
têm comprometido a rentabilidade da indústria nacional, pondo em risco
inclusive futuros investimentos no setor.
Em 2011, as importações de produtos
lácteos cresceram 72% em valor frente a 2010. Somente nos primeiros cinco meses
deste ano o crescimento observado foi de 26,8% sobre o movimento em igual
intervalo de ano anterior.
Nos primeiros quatro meses deste ano,
o Brasil importou um volume médio de 3,8 mil toneladas por mês do Uruguai. Essa
quantidade, acrescida das importações chilenas e argentinas, chega a um volume
médio de 8,5 mil toneladas por mês.
Diante desse cenário extremamente
negativo para o produtor e indústria, é preciso que o governo brasileiro
interfira crie políticas públicas que protejam o mercado interno. (Fonte:
Milkpoint – adaptado equipe Ageleite)
Mercado mundial de lácteos aponta preços em 2012/13 menores que em
2011/12 – Nos últimos anos
o aumento dos preços de lácteos foi impulsionado pela demanda, e agora isso se
inverteu. A grande oferta de leite no mundo reduziu os preços. Observa-se o
esforço do Hemisfério Sul para reduzir os estoques neste final de temporada,
enquanto o Hemisfério Norte começa uma nova estação com perspectivas de grandes
produções.
Tudo indica de que 2012/13 terá preços
menores que 2011/12. A alta produção vem desde o inicio do ano, antes de
ocorrer uma demanda compatível, criando um excedente de leite. Isso enfraqueceu
o preço da matéria-prima. (Fonte: Terra-Viva – adaptado equipe Ageleite)
Pecuaristas querem margem de lucro mais vantajosa no Rio Grande do
Sul - Produtores de
leite do Rio Grande do Sul enfrentam o desafio de conseguir com que o produto
tenha preços competitivos, de acordo com o Sindicato dos Laticínios do Estado. Segundo
a entidade, mais de 90% dos municípios são produtores de leite. A atividade
injeta R$ 5 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho.
Para obter um alimento de alto padrão,
no entanto, os gastos não são baratos. Cada litro custa, em média, R$ 0,65,
investidos em cuidados com os animais e alimentação. De março a maio deste ano,
o preço do leite registrou queda de 1,07% no Rio Grande do Sul. O litro do
produto é vendido a R$ 0,75, deixando a margem de lucro em R$ 0,10.
A queda é reflexo da competitividade
no mercado internacional, segundo a entidade. Nos cinco primeiros meses de
2012, as importações cresceram 30%. Em países como Argentina e Uruguai, há
menos impostos e mais subsídios do governo. O resultado é um preço altamente
competitivo. Representantes do setor avaliam alternativas para diminuir o custo
de produção, sem alterar a qualidade do leite. O governo do Estado prevê a
implantação de um plano para consolidação do setor lácteo do Rio Grande do Sul
nos próximos meses. http://pecuaria.ruralbr.com.br
"Quem quer fazer algo encontra um meio, quem não quer fazer
nada arranja desculpas." Provérbio árabe
O "Momento Leite" prima pelo
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José V. MallmannSupervisor de Política Leiteira
Vonpar Alimentos SA.
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