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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Destaques da edição nº.147 do Momento Leite


- Importações de lácteos afetam o produtor e indústria brasileira
- Mercado mundial de lácteos aponta preços em 2012/13 menores que em 2011/12
- Pecuaristas querem margem de lucro mais vantajosa no Rio Grande do Sul

Importações de lácteos afetam o produtor e indústria brasileira – O aumento das importações de produtos lácteos, principalmente as provenientes da Argentina e do Uruguai, vem afetando a produção de leite no Brasil.
O volume de produtos lácteos que chega ao mercado brasileiro, a preços mais competitivos que os fabricados no Brasil, têm comprometido a rentabilidade da indústria nacional, pondo em risco inclusive futuros investimentos no setor.
Em 2011, as importações de produtos lácteos cresceram 72% em valor frente a 2010. Somente nos primeiros cinco meses deste ano o crescimento observado foi de 26,8% sobre o movimento em igual intervalo de ano anterior.
Nos primeiros quatro meses deste ano, o Brasil importou um volume médio de 3,8 mil toneladas por mês do Uruguai. Essa quantidade, acrescida das importações chilenas e argentinas, chega a um volume médio de 8,5 mil toneladas por mês.
Diante desse cenário extremamente negativo para o produtor e indústria, é preciso que o governo brasileiro interfira crie políticas públicas que protejam o mercado interno. (Fonte: Milkpoint – adaptado equipe Ageleite)

Mercado mundial de lácteos aponta preços em 2012/13 menores que em 2011/12 – Nos últimos anos o aumento dos preços de lácteos foi impulsionado pela demanda, e agora isso se inverteu. A grande oferta de leite no mundo reduziu os preços. Observa-se o esforço do Hemisfério Sul para reduzir os estoques neste final de temporada, enquanto o Hemisfério Norte começa uma nova estação com perspectivas de grandes produções.
Tudo indica de que 2012/13 terá preços menores que 2011/12. A alta produção vem desde o inicio do ano, antes de ocorrer uma demanda compatível, criando um excedente de leite. Isso enfraqueceu o preço da matéria-prima. (Fonte: Terra-Viva – adaptado equipe Ageleite)

Pecuaristas querem margem de lucro mais vantajosa no Rio Grande do Sul - Produtores de leite do Rio Grande do Sul enfrentam o desafio de conseguir com que o produto tenha preços competitivos, de acordo com o Sindicato dos Laticínios do Estado. Segundo a entidade, mais de 90% dos municípios são produtores de leite. A atividade injeta R$ 5 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho.
Para obter um alimento de alto padrão, no entanto, os gastos não são baratos. Cada litro custa, em média, R$ 0,65, investidos em cuidados com os animais e alimentação. De março a maio deste ano, o preço do leite registrou queda de 1,07% no Rio Grande do Sul. O litro do produto é vendido a R$ 0,75, deixando a margem de lucro em R$ 0,10.
A queda é reflexo da competitividade no mercado internacional, segundo a entidade. Nos cinco primeiros meses de 2012, as importações cresceram 30%. Em países como Argentina e Uruguai, há menos impostos e mais subsídios do governo. O resultado é um preço altamente competitivo. Representantes do setor avaliam alternativas para diminuir o custo de produção, sem alterar a qualidade do leite. O governo do Estado prevê a implantação de um plano para consolidação do setor lácteo do Rio Grande do Sul nos próximos meses. http://pecuaria.ruralbr.com.br

"Quem quer fazer algo encontra um meio, quem não quer fazer nada arranja desculpas." Provérbio árabe

O "Momento Leite" prima pelo respeito e cita todas as fontes das notícias e informações.

José V. MallmannSupervisor de Política Leiteira
Vonpar Alimentos SA.

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