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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Destaques da edição nº.152 do Momento Leite


- Nova Zelândia: identificação eletrônica do gado passa a ser obrigatória
- Brasil é quinto colocado no ranking mundial da produção de leite
- Produtores do Uruguai apesar do preço baixo não tem onde entregar a produção
- Apesar da entressafra, preço do leite recua

Nova Zelândia: identificação eletrônica do gado passa a ser obrigatória - O esquema de Identificação Animal Nacional e Rastreabilidade (NAIT) tornou-se obrigatório para bovinos na Nova Zelândia no dia 1 de julho. O NAIT requer o uso de identificadores eletrônicos de orelha, conectados a um banco de dados nacional, de forma que os animais possam ser rastreados. Isso significa que as pessoas que são responsáveis por bovinos precisam registrar-se no esquema, identificar e registrar seu gado. (Fonte: Milkpoint)

Brasil é quinto colocado no ranking mundial da produção de leite - Estados Unidos, Índia, China e Rússia atualmente se enquadram, respectivamente, nas primeiras colocações do ranking mundial de produção de leite, deixando o Brasil como 5º colocado - com 31 bilhões de litros de leite no ano de 2011, e atual produtividade equivalente a 1.381 litros por ano. O número de produção é superior se comparado aos países que mais exportam produtos lácteos para o Brasil, como o Uruguai, que se enquadra em 46ª maior produção de leite e a Argentina na 17ª colocação.
Mato Grosso do Sul é responsável por 1,7 da produção nacional de leite com média de produtividade de 968 litros de leite ao ano. Os Estados que se destacam nesse setor são Minas Gerais - produtor de 27.3% do leite nacional, Rio Grande do Sul (11,8%) e Paraná - com 11.7% da produção e média de 2.319 litros ao ano. (Fonte: Milkpoint)

Produtores do Uruguai apesar do preço baixo não tem onde entregar a produção - Os produtores de leite que foram incentivados a aumentar a produção, e agora estão preocupados. Quem não entrega para a Conaprole não só enfrenta redução dos preços, como estão ameaçados de não terem a quem entregar a produção. As fábricas não acompanharam o crescimento. A Indulacsa reduziu de 7,80 para 6,30 o litro de leite. Mas, agora existe uma maior preocupação relacionada com aspectos estruturais. A Conaprole assegurou o preço até o fechamento do exercício no próximo dia 31 de julho e não tem problemas para captar o forte crescimento da produção. O delegado da Câmara Uruguai de Produtores de Leite na Inale, Horacio Rodríguez, disse que o problema é grave. Os objetivos do Inale era aumentar em 100% a produção, em dez anos. Ocorre que o crescimento de 2011 foi de 20%, e até agora, em 2012, o crescimento já é de 18%, e os produtores não tem onde entregar. O crescimento foi possível em função dos melhores preços que o setor alcançou: isto permitiu alimentar com mais grãos as vacas. Pelos cálculos da Fepale, o preço sustentável é acima de US$ 0,30/litro (trinta centavos de dólar), equivalente a R$ 0.60 (sessenta centavos). Mas, os produtores estão recebendo US$ 0,28 (vinte oito centavos de dólar), equivalente a R$ 0,56 (cinqüenta centavos) (Fonte: El Observador – Tradução Livre: Terra Viva)

Apesar da entressafra, preço do leite recua - O principal motivo é a redução da margem de lucro das indústrias e cooperativas, segundo os agentes ouvidos, tendo em vista o aumento da matéria-prima nos últimos meses e a relativa estabilidade dos valores dos derivados no segmento atacadista. Entre janeiro e abril, o preço médio pago pelo leite aos produtores ficou 12% acima do observado no mesmo período de 2011 (em termos nominais), enquanto o preço do leite UHT, por exemplo, manteve-se estável. Outro fator que tem prejudicado as vendas da indústria nacional é o volume de lácteos importados a preços relativamente baixos se comparados aos do produto nacional. (Fonte: Porta Lácteo)


O "Momento Leite" prima pelo respeito e cita todas as fontes das notícias e informações.

José V. Mallmann - Supervisor de Política Leiteira
Vonpar Alimentos SA.

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