- Importações de leite em pó crescem 54% em agosto de 2012
- Pressão por reajuste no preço do leite no varejo no RS
Importações de leite em pó crescem 54% em agosto de 2012 - A balança comercial de lácteos em agosto
apresentou um déficit de 9319 toneladas, 46% maior do que o valor observado no
mês anterior. Considerando os dados em valor, o déficit foi de 34,9 milhões de
dólares, 28,5% maior que julho.
Em relação ao mesmo período do ano
anterior, as importações do Brasil registraram ligeiro aumento de 0,5% em
volume. No entanto, em termos de valor, as importações caíram 9,8% na
comparação com agosto de 2011. Tal fato ocorreu devido à queda na importação de
queijos, produto de maior valor agregado na balança comercial de lácteos, que
teve sua demanda de importação reduzida de 3.700 toneladas em agosto de 2011
para 1.700 toneladas em agosto de 2012. Esta redução no valor dos itens
importados causou a diminuição do déficit mensal do saldo da balança comercial,
que em agosto de 2011 foi de 38 milhões de dólares e em julho de 2012
reduziu-se para 34 milhões de dólares. A
análise do volume em equivalente-leite (a quantidade de leite utilizada para
produzir um quilo de determinado produto), mostra que foram importados 88,35
milhões de litros de leite em agosto, aumento de 44,6% frente a julho e de 3,8%
em relação a agosto de 2011. Após registrar queda de 6% entre junho e julho, as
importações de leite em pó subiram vertiginosamente (54%). O volume importado
de leite em pó subiu de 4.947 toneladas para 7.609. O principal fornecedor de
leite em pó do Brasil foi o Uruguai, responsável por 4.325 toneladas, 57% da
quantidade internalizada do produto. Os outros 43% foram importados da
Argentina, que enviou3283 toneladas de leite em pó para o mercado brasileiro.
No mês de agosto, não houve importação de produtos lácteos provenientes do
Chile. (Milkpoint)
Pressão por reajuste no preço do leite no varejo no RS - Pressionadas pelos custos, que
tiveram alta de 25% nos últimos seis meses conforme a Federação dos
Trabalhadores na Agricultura do Estado, as indústrias gaúchas avaliam aplicar
reajuste de 10% ao consumidor nas próximas semanas.
- As indústrias estão absorvendo a
alta do custo dos produtores. Vai chegar um momento que teremos de repassar
essa diferença ao consumidor - alerta o diretor executivo do Sindicato das
Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul, Darlan Palharini.
Dados do Centro de Estudos e Pesquisas
Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Iepe/UFRGS) indicam
que o litro do leite longa vida no varejo teve queda de 3,76% ante o mesmo
período do ano passado. Enquanto em agosto de 2011 o valor médio era de R$
1,86, em 2012, fechou o mês em R$ 1,79. A
estabilidade foi acompanhada pelo preço pago ao produtor de acordo com a
pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que foi
de R$ 0,80 o litro no mês passado. Para aliviar a pressão do efeito dos custos
de produção sobre o setor industrial, Palharini avalia que o preço ideal para o
longa vida seria de R$ 1,99. Conforme o
índice semanal da Associação Gaúcha de Supermercados, o litro do leite longa
vida teve alta de 2,26% na primeira semana de setembro se comparado com a
última semana de agosto, com preço de R$ 1,81, o maior desde maio. Mas o
presidente da entidade, Antônio Cesa Longo, informa que o mercado está
sinalizando nova estabilidade nos valores cobrados.
- Se o preço aumentar e a compra
diminuir, a tendência é de que o valor caia novamente, pois quem manda no mercado
é o consumidor - observa. Longo aposta no período de safra com elevação de
oferta do produto para manter o valor do leite estável. (A matéria é de Nestor
Tipa Júnior, Zero Hora, adaptada pela Equipe MilkPoint).
O "Momento Leite" prima pelo
respeito e cita todas as fontes das notícias e informações.
José V. MallmannSupervisor de Política Leiteira - Vonpar Alimentos SA.
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