- Balança comercial de lácteos fecha janeiro em 70,2 milhões de dólares negativos
- Produtores de leite pedem investigação sobre importações
- Clima leva prejuízo à cadeia do leite
- Consumo de leite deve crescer no mundo todo
Balança comercial de lácteos fecha janeiro em 70,2 milhões de dólares negativos - Produto que mais contribuiu com as importações foi o leite concentrado, como o em pó. O Brasil importou 75,2 milhões de dólares em leite e produtos lácteos em janeiro. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A balança comercial ficou negativa em 70,2 milhões de dólares. As importações de lácteos superaram em 41,0% as de dezembro de 2011. Na comparação com janeiro de 2011, o valor foi 46,2% maior. O produto que mais contribuiu com as importações foi o leite concentrado (em pó e condensado). Foram 45,7 milhões de dólares importados. A Argentina, que tinha firmado um acordo de limitar as exportações de leite em pó para o Brasil em 3,6 mil toneladas, exportou este mês 5,2 mil toneladas. Os produtos UHT e os queijos tiveram quedas nas importações, 84,5% e 1,7%, respectivamente. Os principais países dos quais o Brasil importou lácteos foram a Argentina (com 51,6% do total), o Uruguai (com 41,7%) e a França (com 2,4%). (Fonte: Milknet)
Produtores de leite pedem investigação sobre importações - Os produtores de leite querem que o governo investigue o expressivo crescimento das importações de lácteos em janeiro deste ano, pois suspeita de triangulação nas vendas por países vizinhos. A proposta foi apresentada quarta-feira, dia 08/02, ao ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, pelo presidente da câmara setorial do leite, Rodrigo Alvim. O ministro se reuniu pela manhã com dirigentes das 27 câmaras setoriais e sete temáticas vinculadas à Pasta. As câmaras são fóruns consultivos, com participação de representantes dos setores público e privado. Alvim suspeita que outros países estejam utilizando o Uruguai como escala para entrar no mercado brasileiro, aproveitando-se da tarifa zero no comércio dentro do Mercosul. "É uma concorrência predatória, que desestrutura a produção nacional", argumenta o dirigente. Ele afirmou que o crescimento expressivo na importação ainda não teve pressão sobre os preços internos por causa da redução da captação de leite, provocada pela estiagem no Rio Grande do Sul e excesso de chuvas em Minas Gerais. (Agência do Estado / Milkpoint)
Clima leva prejuízo à cadeia do leite - Os efeitos climáticos gerados pelo fenômeno La Niña devem fazer com que o setor leiteiro nacional reveja sua previsão de crescimento para 2012. A estiagem que castiga os campos da Região Sul e as fortes chuvas no Sudeste estão gerando graves problemas aos três maiores estados produtores de leite do país. Em Minas Gerais, responsável por 30% da produção nacional, os prejuízos têm origem nas enchentes de janeiro. Já Rio Grande do Sul e Paraná, segundo e terceiro no ranking com 12% e 11%, respectivamente, sofrem com a seca desde o final do ano passado. Ainda não há um levantamento oficial dos prejuízos, mas especialistas do setor garantem que, após o trauma deste ano, a recuperação da produção será complexa. (Fonte: Portal do Agronegócio)
Consumo de leite deve crescer no mundo todo - O consumo mundial de leite e de seus derivados líquidos, como o iogurte e leite condensado, deve crescer 30% entre 2010 e 2020. De acordo com uma pesquisa da Tetra Pak, a causa deste aumento significativo no consumo se deve à urbanização, ao desenvolvimento econômico dos países emergentes, principalmente o aumento da classe média na Ásia.
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Por José V. Mallmann Supervisor de Política Leiteira Vonpar Alimentos SA.
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