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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Produtores de milho replantam o grão

Após as chuvas ocorridas, muitos agricultores aproveitaram para plantar o milho pela segunda vez, na tentativa de amenizar os prejuízos com a safra normal. Porém, em vários municípios, a chuva não foi suficiente para haver condições de semeadura. Em alguns casos, o milho semeado na ocasião até germinou, mas com a continuidade da estiagem o desenvolvimento dessas lavouras é sofrível. Na maioria das lavouras atingidas pela estiagem, os agricultores cortaram o milho para silagem, porém, o material é de baixa qualidade. A colheita da cultura já atinge 25% da área, com outros 18% estão maduros, 28% em enchimento de grãos, 14% em floração e 15% em desenvolvimento vegetativo.

O desenvolvimento da soja é prejudicado na proporção direta da falta de chuvas. Muitas lavouras estão na fase de floração (50% do total) com porte reduzido. As demais fases se dividem em 34% em enchimento de grãos e 16% em desenvolvimento vegetativo. Nos cultivos do tarde, que estão com porte muito baixo e com falhas na germinação, a recuperação deverá ser menor mesmo que volte a chover mais intensamente, e irá depender, também, da não ocorrência de frio no outono. A falta de chuvas está favorecendo a ataques mais intensos de ácaros e trips e, em menor intensidade, de lagartas.
No período, ocorreram chuvas localizadas em determinadas regiões do Estado, restabelecendo parcialmente os níveis de umidade dos solos, a qual é necessária para o desenvolvimento tanto das forrageiras nativas como das cultivadas. Em geral, as pastagens apresentam menor capacidade de suporte e qualidade e consequentemente uma redução no peso corporal geral do rebanho e, com isso, uma queda na produção de leite. Os produtores têm aumentado o fornecimento de ração e concentrado proteico, o que ocasiona um aumento de custo de produção.
Por Raquel Aguiar, Jornalista - Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

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