Faltando apenas 4% da área com feijão a ser
colhida no Estado, a produtividade apresenta-se muito heterogênea nas zonas de
produção. Na última estimativa, a média do Estado já se encontra abaixo de uma
tonelada por hectare. A qualidade do grão também é variável por região. Os
produtores que tradicionalmente plantam a safrinha pelo menos estão contentes e
otimistas com os valores recebidos pelo grão. Conforme o Acompanhamento Semanal
de Preços da Emater/RS-Ascar, a média da saca de 60 kg do feijão-preto negociado
no RS, nessa semana, obteve mais um pequeno aumento de 0,38%, passando para R$
95,18, estando 15% acima do valor da média histórica para o mesmo período. A alta se reflete nos supermercados,
onde deve ocorrer já nos próximos dias um aumento de até 20% no preço do
produto.
No último levantamento feito pela Emater, a projeção era de que a
produtividade média no Estado ficasse em torno dos 18 sacas por hectare. Mas o
gerente técnico estadual da entidade, Dulphe Pinheiro Machado Neto, avalia que
os resultados devem ser inferiores. Segundo ele, o produtor não pode comemorar
nem mesmo o preço bom, pois já perdeu muito com a seca.
Dados do Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (Iepe), da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apontam no último ano uma
variação de 20,27% no preço pago pelo feijão nos supermercados da Capital. Esse
índice pode dobrar no Estado nos próximos 15 dias, sendo que esse preço deve
ser manter elevado nos supermercados, pelo menos, até outubro. A partir daí,
começa a entrar no mercado o produto da próxima safra.
Zero Hora / Emater

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