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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Destaques da edição nº.167 do Momento Leite


- Produtores de leite protestam e bloqueiam fábricas na Argentina
- Importações de produtos lácteos são oriundas de 15 países
- Equilíbrio - Outubro é o mês chave para avaliar
- Castro do Paraná aguarda o título de “Capital Nacional do Leite”

Produtores de leite protestam e bloqueiam fábricas na Argentina - Foram bloqueadas 28 fábricas, dia 08 de agosto, em Santa Fe e Córdoba, conforme anunciado na semana passadas pelos produtores, como forma de pressionar o governo e os industriais a recomporem o preço do leite. Em todas essas indústrias não entrou nenhum litro de leite, nem saiu qualquer produto acabado. Se não houver acordo, os produtores vão derramar o leite na frente das indústrias, já que nas propriedades a capacidade para conservar o leite é de no máximo 36 horas. Atualmente a indústria paga em média 1,50 pesos/litro e reafirmou que não está disposta a conceder qualquer aumento no preço da matéria-prima, devido o aumento de seus custos, e queda no preço internacional do leite. (La Nacion - Tradução Livre: Terra Viva)

Importações brasileiras de produtos lácteos são oriundas de 15 países - De janeiro a julho de 2012 o Brasil importou um total de 545.9 milhões de dólares de produtos lácteos e subprodutos (lactose-doce de leite- caseínas- leites modificados-coalhos), num total de 126,7 mil toneladas. Apenas 15 países foram responsáveis por 487.4 milhões de dólares (89,3%), e 125.5 mil toneladas (99%), das exportações em divisas e volume, respectivamente. As importações dos produtos NCM 04 ficaram em US$ 401 milhões de dólares, ou 73,51% do total em valores, e 98 milhões de toneladas, (77,59%) do total. Os principais fornecedores desses produtos são: Argentina, Uruguai, e Chile. (Terra Viva)

Equilíbrio - Outubro é o mês chave para avaliar o mercado lácteo - “O preço internacional repercute nas commodities, e desestimula a exportação. Então a opção é pelo mercado interno, com produtos de maior valor agregado”, lembra Guillermo Iturrieta. Para a indústria um preço menor que US$ 3.500/tonelada rompe o equilibro. E isto já ocorreu em fevereiro deste ano, e inclusive, atualmente, o leite está sendo cotado a US$ 2.800/ton. No caso do queijo, o ponto de equilíbrio está em US$ 3.800/tonelada. (Mitre y el Campo – Tradução Livre: Terra Viva)

Castro do Paraná aguarda o título de “Capital Nacional do Leite” - Os produtores de Castro e lideranças políticas e cooperativistas aguardam ansiosos a decisão da cidade receber de forma definitiva o título de “Capital Nacional do Leite”. Segundo o deputado federal Sandro Alex, que acompanha as discussões em Brasília, existe uma grande possibilidade desta conquista, especialmente pela importância que Castro e toda região têm na produção leiteira. “Estamos trabalhando junto à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que analisa este pedido, para que a cidade obtenha este reconhecimento. O projeto está em tramitação e vamos pressionar o presidente para que possamos colocar na pauta e aprovar, afinal, a região merece este título e, quem sabe, na próxima Agroleite possamos utilizar este título de fato e de direito”. Dados do IBGE demostram que o município de Castro produziu mais de 134 milhões de litros de leite em 2006. (Jornal da Manhã)

O "Momento Leite" prima pelo respeito e cita todas as fontes das notícias e informações.

José V. Mallmann - Supervisor de Política Leiteira - Vonpar Alimentos SA.

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