- Produtores de leite pagam mais pelos
custos de produção e recebem menos pelo leite
- Argentina: 4 milhões de litros de
leite são descartados
- Brasil, o grande importador de
lácteos uruguaios
Produtores de leite pagam mais pelos
custos de produção e recebem menos pelo leite - O
reflexo da menor oferta de grãos chega aos custos do leite, que estão em alta.
Em junho do ano passado, os produtores conseguiam comprar uma tonelada de
farelo de soja, produto importante na composição da alimentação dos animais,
com 733 litros de leite. Em junho último, passou para 1.224 litros de leite,
segundo acompanhamento de preços do Cepea, em sete dos principais Estados. Os
produtores perdem margem, pagando mais pelos custos de produção e recebendo
menos pelo leite. No primeiro semestre, o desembolso para a produção subiu 4,3%
em relação a 2011, enquanto as receitas subiram 1%. Os custos com a alimentação
concentrada foram os destaques, com alta de 7% em junho. (Folha de SP)
Argentina: 4 milhões de litros de
leite são descartados - As principais usinas de lácteos das
províncias de Santa Fé e Córdoba seguem bloqueadas pelos produtores de leite,
em um conflito que ameaça se agravar mais. Durante os quatro dias, já foram
descartados cerca de 4 milhões de litros de leite.
Na quarta-feira houve outra tentativa por parte do Governo de
Santa Fé de solucionar o impasse, mas a negociação fracassou. No entanto, o
Governo nacional da Argentina decidiu olhar para outro lado, disse que o conflito
é com o setor privado.
O fato é que o preço final do leite vendido por 12.000 produtores
à 10 usinas leiteiras foi regulado pela Secretaria de Comércio Interior, sendo
responsável o secretário Guillermo Moreno. Porém, o tema ficou nas mãos de
Augusto Costa, segundo vice-ministro de Economia, que não deu nenhuma resposta.
Os produtores estão pedindo uma recomposição no pagamento pelo
litro de leite por parte da indústria, pedindo um aumento para 2 pesos (US$
0,43) (Quarenta e três centavos de dólar) por litro, como única alternativa
para manter as fazendas leiteiras funcionando. A essa altura, a paralisação na
produção das indústrias é total. Fonte: O Clarín, traduzida e adaptada pela
Equipe MilkPoint.
Brasil, o grande importador de lácteos
uruguaios - As exportações uruguaias de leite em pó desnatado cresceram em
68% nos primeiros sete meses do ano, com relação ao mesmo período do ano
anterior. O maior aumento do volume vendido foi de manteiga (83%), seguida por
queijos (34%), segundo mostrou o relatório de exportações do Instituto Nacional
de Leite (Inale). Em todos os produtos, o Brasil se destacou como forte
comprador, com exceção dos queijos, cujo maior comprador foi a Venezuela.
As exportações de leite em pó integral foram de 29.642 toneladas
nos primeiros 7 meses do ano, seguidas por 10.759 toneladas de leite desnatado,
27.451 toneladas de queijos e 11.793 toneladas de manteiga.
O Brasil se destacou como o principal comprador, importando 93% do
volume de leite em pó integral e 84% do leite em pó desnatado. O segundo
destino de importância foi Venezuela, com 83% das compras de queijos, 14% das
compras de leite em pó desnatado e 14% das compras de manteiga. Fonte: El País
Digital, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint.
Pare e pense: "Por cada minuto que nos zangamos,
perdemos 60 segundos de felicidade." (Ralph Emerson)
O "Momento Leite" prima pelo respeito e cita todas as
fontes das notícias e informações.
José V. Mallmann - Supervisor de Política Leiteira Vonpar Alimentos SA.
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